quarta-feira, 4 de novembro de 2009

domingo, 1 de novembro de 2009

Trabalhando com a TP1 - Oficina 1

No dia 27 de outubro nos reunimos para a realização da oficina referente a TP1. A cursista Nora nos trouxe uma atividade bem interessante para os alunos identificarem a estrutura textual, bem como a questão da coesão e coerência textual. A atividade chama-se jogo dos nós da história, e foi realizada da seguinte forma: Conforme ela foi lendo a história "Uma história de Magia", que é uma narrativa de uma bruxa muito feia e que tinha um filho também muito feio. E por esse motivo ela pensou em fazer feitiços para melhorar sua aparência, bem como a sua inteligência. Porém nenhum de seus feitiços dava certo, aí é que o aluno deve, em uma ficha ir escrevendo os nós da história, para depois, na sequência, em outra ficha, escrever os nós desfeitos. É uma atividade bem interessante e que também pode ser realizada com alunos de séries iniciais até os alunos do 9º ano, conforme os objetivos a serem traçados pelo professor, e também utilizando outros textos. O objetivo da atividade é que o aluno perceba o fio condutor da narrativa, bem como problemas, hipóteses e resolução dos problemas. A cursista também apresentou uma pesquisa que resolveu realizar em sua escola: ela resolveu aplicar um avançando na prática com alunos da alfabetização para ver o que eles atingiam de objetivos na escrita, isso porque no encontro passado conversamos e refletimos sobre pontos que devem ser cuidados desde a alfabetização e que muitos problemas na escrita no aluno são porque não foram bem alfabetizados.
Em seguida, aproveitei para mostrar a reportagem que veiculou no Jornal Zero Hora do dia 25/10/2009, que trata de um dilema que hoje enfrentamos em nossas salas de aula, que é o jeito de escrever da internet que invadiu a sala de aula; a questão do "internetês". A partir da leitura da notícia, conversamos e debatemos o assunto que de certa forma vem de encontro ao tema da TP1, para posteriormente partirmos para a oficina planejada.
Como essa TP trata muito sobre variantes linguísticas, e dialetos trnsmiti slides sobre conceitos linguísticos e trocamos ideias sobre o Ampliando Nossas Referências das páginas 44 a 47. Fizemos o reconhecimento da diferença entre língua culta e língua padrão, exemplificamos com os diferentes dialetos existentes em nossa região e no Brasil.Para ilustrar, assistimos aos vídeos: "Chico Bento no Shopping", "Matuto no cinema" e "Só Nordestino Entende". Para ilustrar as diferentes expressões populares brasileiras, assistimos ao vídeo do Programa do Jô com o professor Nelson Cunha Melo e os slides do texto "Adivinhas". Em seguida, realizamos a Oficina 1. Durante a socialização dos avançando na prática, as cursistas relataram que gostaram por demais o tema dessa TP. Dessa forma a cursista Sandra escolheu o avançando da página 23 desta TP pelo fato de sua turma apresentar muita facilidade em criar sua própria linguagem, ou seja adoram inventar gírias, e após trabalhar com os textos "Ciúmes" e "Retrato de Velho", propôs para que criassem o "Dicionário de Jovens". Ao final, combinamos que para o próximo encontro a cursista Sandra levará seu livro de contos, de sua autoria.
Minhas cursistas são maraaaaaaaa!!!!!(como dizem nossos alunos hehehehehe)

Oficina Livre

Nos reunimos para mais uma oficina livre. Para dar início aos trabalhos da noite, transmiti o vídeo "Aldeia", que traz a história de um padre católico que tem a missão de evangelizar uma aldeia indígena. Ele começa ensinando os dez mandamentos, um a um, mas fica desolado, pois aqueles ensinamentos nada tem a ver com os nativos, uma vez que eles possuem tudo o que precisam, compartilham todas as coisas e são puros de alma e coração. O padre se dá conta da incoerência de seus ensinamentos, pois seu discurso é desprovido de significado e sem aplicabilidade à realidade indígena. Então ele convida-os para fazerem o que sabem e lhes dá satisfação: pescar. Mas neste momento surgem outros religiosos, O que vieram fazer? O filme termina com esta cena, deixando a interpretação desta chegada ao público. Após o vídeo, debatemos seu conteúdo e realizamos reflexões e questionamentos a cerca de nossos ensinamentos em sala de aula.
Após, levei a revista Nova Escola de Setembro, que traz uma reportagem bem interessante para nossa prática como Professoras de Língua Portuguesa, sob o título de "Organização do texto vale tanto quanto o ponto". A Matéria traz uma entrevista com a especialista Célia Díaz Agueiro falando sobre as hipóteses que os alunos fazem sobre a pontuação na alfabetização inicial. Socializamos os argumentos presentes da reportagem tratando sobre como usar e ensinar a pontuação aos alunos, bem como o papel do educador frente a diferentes situações na prática da aprendizagem.
Por fim, estudamos a TP1, e juntas analisamos os textos e atividades abordadas nela, dando espaço para as cursistas escolherem seus avançando na prática a serem desenvolvidos com seus alunos durante a semana.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Oficina 12 - TP6

Olá! Mais uma vez nos reunimos na noite do dia 20/10 para a realização da oficina referente a TP6. Iniciei o encontro com um trecho do vídeo THE WALL, no qual apareciam cenas onde o professor, bem ríspido com seus alunos, e posteriormente os alunos são encaminhados para uma máquina de moer carne, para posteriormente instigar minhas cursistas com alguns questionamentos, não diretamente relacionados ao conteúdo do filme, mas sim em relação ao nosso aluno atual, aquele que está lá em nossas salas de aula todos os dias.
Debatemos calorosamente sobre os seguintes questionamentos: Até que ponto nossos ensinamentos auxiliam nossos alunos a fazer uso adequado da língua? O que ensinamos faz sentido ao nosso aluno ou empurramos conteúdos para vencer programas estabelecidos? Durante nossa reflexão foi falado muito sobre a questão de que a grande falha hoje está nas séries iniciais nas quais nosso aluno é acostumado a receber atividades prontas que não trabalham o pensar e o refletir. Desde as séries iniciais deve-se ser ensinado o conteúdo gramatical dentro do texto e não de maneira solta, como muito ainda vemos. Outra questão destacada foi o programa presente nos conteúdos programáticos, os quais são considerados mínimos, e que inúmeras vezes não condizem com a realidade da turma para a qual se deve trabalhar. E ainda, destaco-se a importância de acontecer grupos de estudos por áreas de conhecimento e também por disciplina para que haja a troca de conhecimentos e experiências, assim como o Gestar vem proporcionando não só para nós professoras de Língua Portuguesa como também para as de Matemática.
No segundo momento, as cursistas fizeram a socialização dos avançando na prática. A cursista Nóra, que vem desenvolvendo seu trabalho em uma escola do meio rural, escolheu o texto “Em busca da longevidade” para trabalhar, e se surpreendeu, pois todos os alunos conseguiram argumentar, porque vários pontos divergentes apareceram durante a abordagem do texto. Já a cursista Sandra, dispôs seus alunos em um círculo no qual fez questionamentos, pois sentiu a necessidade de diagnosticar os porquês do gosto ou não pela leitura de textos literários. Ela relatou ter sido muito boa a conversa com os alunos, pois eles afirmaram não gostar de leitura, mas sabem que é importante ler porque, que lê tem mais vantagens em relação a quem não lê. Após, ela leu um conto de sua autoria para os alunos, que adoraram, pois era de suspense. Foi muito interessante essa atividade da cursista uma vez que nós, professores de Língua Portuguesa, sempre pedimos para que nosso aluno escreva e produza textos, porém, nunca lhes apresentamos textos produzidos por nós mesmos. Quem sabe essa não seria uma forma de despertarmos o gosto pela leitura de nossos alunos?
E, no terceiro momento conversamos sobre o assunto que a TP6 nos traz- Literatura. Pedi para que levassem obras literárias, e cada cursista falou sobre as obras que trouxeram, sobre o que consideram interessante trabalhar nos livros e que tipo de literatura seus alunos gostam de acordo com a série e faixa etária, e ainda realizamos uma lista de obras que podemos trabalhar com nosso educando. Dentre as obras destacaram “O Pequeno Príncipe”, que é uma obra com texto bastante simbólico, e que a “cada leitura sempre se tira algo novo”, como afirmaram minhas cursistas.
Nossa noite foi bem produtiva com muitas trocas de ideias. Aproveitei o Livro do Pequeno príncipe para encerrar nosso encontro com o pensamento retirado da obra “E nenhuma pessoa grande jamais entenderá que isso possa ter tanta importância.”

domingo, 11 de outubro de 2009

TP6- OFICINA 11

No dia 06/10 nos reunimos para a realização da oficina 11 referente a TP6. As cursistas estavam ansiosas para saber das novidades da nova capacitação do Gestar que havia ocorrido na semana anterior em Porto Alegre.
Inicialmente transmiti os recados importantes em relação ao conteúdo dos relatórios, execução dos projetos, datas importantes, bem como novidades trazidas de Porto Alegre.
Também, aproveitei e passei o vídeo do Gladiador, para refletirmos sobre a importância do trabalho em equipe, e que o Gestar é isso, temos as dificuldades com as quais nos deparamos, porém que não desistimos nunca, e que devemos sempre seguir em frente. Este é um trabalho em equipe e que veremos o bom resultado com nossos alunos. Participei com as cursistas de uma reunião para remodelação dos planos de estudos de nosso município, e lá, foi bem salientada importância do Gestar para nosso Município, sendo que as professoras que anteriormente não puderam aderir ao programa, manifestaram interesse em que se forme novas turmas para o próximo ano.
Em slides, discutimos sobre o assunto referência da tp6 sobre argumentação (tipos,a história e exemplos de argumentação). Em seguida, complementei com a leitura e análise do texto de referência da pág. 24 da TP 6 também sobre argumentação. Fizemos leitura compartilhada, interpretação e inferência sobre o assunto, contextualizando e socializando as ideias.
Após, socializamos as experiências com os avançando na prática. Muitas atividades boas minhas cursistas fizeram com seus alunos, mas cabe destacar a atividade da cursista Sandra que uniu os textos presentes no AAA 6 sobre acne (p.22 e 23), gravidez precoce, (p.28) e stress (p.31), comentando cada um e ouvindo a opinião dos alunos frente aos três assuntos. Questionou também sobre qual era a pricipal ideia dos autores sobre os temas. Após solicitoiu aos alunos, para que escolhessem um dos assuntos e escrevessem a própria ideia sobre o mesmo, orientando que tentassem argumentar, ou seja, que expusessem os porquês da sua opinião, como uma forma de convencimento da tese apresentada, frente aos possíveis leitores do texto.
Para estas atividades com seus alunos a cursista destaca que não encontrou dificuldades teóricas significativas, uma vez que seus alunos já têm noção da estrutura do texto argumentativo, que aponta como resultados positivos do trabalho o interesse dos alunos em realizar o trabalho, e que embora ainda haja um caminho a ser percorrido, na construção de argumentos, eles conseguiram produzir textos de opinião coesos e coerentes.
Terminei a oficina com uma mensagem de motivação, e com a sensação do dever cumprido mais uma vez!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

OFICINA LIVRE II

Oi pessoal!!!!


Desta vez nos reunimos para realizar a segunda oficina livre. Para isso, reuni as cursistas para a exibição do filme "escritores da liberdade". O filme aborda, de uma forma comovente, o desafio da educação em um contexto social problemático e violento. Tal filme se inicia com uma jovem professora que entra numa instituiçaõ de ensino médio, a fim de lecionar língua inglesa e literatura para uma turma de adolescentes considerados "turbulentos", inclusive envolvidos em gangues. Ao perceber os grandes problemas enfrentados por tais estudantes, a professora resolve adotar novos métodos de ensino, e para isso solicitou que os alunos escrevessem, diariamente, em seu caderno, sobre os aspectos de suas próprias vidas, desde conflitos internos até problemas familiares. Com o passar do tempo, os alunos vão se engajando em seus escritos nos diários e, trocando experiências de vidas, passam a conviver de forma mais tolerante.
Assim, eles reuniram seus diários em um livro. Esse filme traz uma ênfase no papel da educação como mecanismos de transformações individuais e comunitárias, e segundo Paulo Freire, a educação tem um papel indispensável no implemento de novas realidades sociais, a partir da conscientização de cada ser humano como artifície de possíveis avanços em sua própria vida, e, principalmente, em sua comunidade.
O filme Escritores da Liberdade traz na sua essência o resgate e a valorização a “Educação”, é possível ser um educador sem ser ditador, é um filme de fácil entendimento e que traz significativas abordagens no seu contexto. Recomendado ao público de graduação ou especialização em pedagogia, ainda a quem perceba na educação uma forma de autonomia e que, com a cultura e conhecimento têm-se bases para o que o mundo seja melhor e mais digno para todos.
Após o vídeo, debatemos sobre o filme, além de instigá-las sobre que reflexão fizeram do vídeo para o seu dia-a-dia em sala de aula. Após, fizemos a socialização e levantamos alguns questionamentos relevantes a prática do professor em sala de aula.
Também, aproveitei para lermos e analisarmos textos da TP6, realizando debates sobre os temas dos Apmliando nossas referências, e também passei um slide sobre argumentação, tema para a próxima TP a ser trabalhada.

sábado, 12 de setembro de 2009

TP5- OFICINA 10

Dia 15/09 nos reunimos para discussão da TP5, unidades 19 e 20. Para dar início ao nosso encontro, regado a muito chimarrão e dedicação, apresentei em slides, para minhas amadas cursistas,uma exposição teórica sobre coesão textual e técnicas para correção de textos dos alunos. Achei importante debatermos sobre isso, pois muitas vezes os professores cometem esses "pecadinhos", corrigindo os textos dos alunos e devolvendo apenas, sem desenvolverem nada com eles, assim, o aluno acaba jogando fora e não sabendo o que fazer com seu texto. É muito importante traçar objetivos para produções textuais com seus educandos, não apenas para corrigir e devolver a eles, pois como diria João Cabral de Mello Neto: "Os textos são como filhos, depois que colocamos no mundo não temos mais domínio sobre eles".
Também, transmiti o vídeo de comediantes sobre o pleonasmo, para descontrair um pouco nosso encontro e debatermos sobre o assunto, pois o vídeo além de ser engraçadíssimo, traz expressões as quais, muitas vezes nós mesmos falamos no dia-a-dia sem nos darmos conta. hehehe...Em seguida, mostrei às cursistas algumas imagens subliminares para refletirmos sobre um novo e diferente olhar que o Gestar está propiciando em nosso cotidiano. Essas mensagens também serviram para instigá -las a perceberem informações implícitas e trabalharem com seus alunos esta compreensão, um novo olhar, um olhar crítico.

























Após, iniciamos as explanações sobre o Avançando na Prática onde as cursistas expuseram o que foi realizado em suas práticas durante a semana. A cursista Sandra aplicou o avançando da pag 162, propondo aos alunos que, com tema livre - questão adaptada, uma vez que a sugestão da tp5 era de sugerir um tema ou o título para o texto, respondessem às cinco perguntas, e, enfim, com as informações necessárias, a professora recolheu as mesmas e redistribuiu à turma. Sua intenção era a de que, além do trabalho quanto à coesão textual, pudessem exercitar suas criatividades e achar soluções para que as informações desencontradas pudessem ser desenvolvidas com coerência. A cursista relatou como pontos positivos do trabalho: "além de desenvolver o senso de coesão e coerência, os alunos puderam apresentar suas habilidades criativas, em uma atividade prazerosa e divertida", disse. As cursistas afirmam que as atividades do Gestar II são extremamente relevantes para o desenvolvimento pedagógico da Língua Portuguesa na escola, e que em momento algum estão encontrando dificuldades para trabalhar com o material, a única dificuldades encontrada são as atividades paralelas e extracurriculares nas escolas, que fazem com que por muitas vezes o desenvolvimento dos trabalhos sejam interrompidos durante a semana, devendo retomá-los na semana seguinte.
Logo em seguida, iniciamos a oficina 10. Para esta, distribuí uma folha na qual eu iniciara uma narrativa, e a folha ia passando para cada cursista que deveria escrever um parágrafo dando continuidade, e procurando deixar o texto coerente. Esta técnica é bem legal para trabalhar com os alunos! Depois, seguindo a oficina solicitei que criassem uma propaganda de um produto "inútil" e criativa, foi muito bom desenvolver essa oficina. Abaixo, o resultado do trabalho desta noite realizado pelas cursistas: